O poder das sementes germinadas para a saúde e a nutrição

Ao olhar as pequeninas sementes de Sumaúma, com seus seis milímetros de diâmetro, não podemos imaginar o que seu despertar revelará. A Sumaúma é considerada a maior árvore brasileira e uma das maiores do mundo, chegando a atingir 60 metros de altura. Assim como sua semente pode ganhar essas proporções, toda semente tem um potencial adormecido em seu interior, aguardando apenas condições favoráveis para espalhar vida.

A alimentação viva se utiliza, dentre outras coisas, de sementes germinadas, de maneira que seu potencial seja aproveitado em sua totalidade pelo nosso corpo. Ao serem deixadas de molho, as sementes liberam enzimas que antes não estavam disponíveis para aproveitamento de nosso organismo, auxiliando na digestão, e sua capacidade nutritiva é ampliada em até 20 mil vezes. Entretanto, essas enzimas contidas nos alimentos são perdidas quando o aquecemos acima de 40 graus. Para reparar essa deficiência, nosso organismo passa a utilizar sua própria fonte de enzimas, que não é renovável, para digerir os alimentos. Consumir alimentos crus, portanto, economiza nossa energia e ainda permite que aproveitemos os nutrientes naturalmente acessíveis nas sementes.

Enquanto a comida cozida aumenta o número de leucócitos e a acidez do PH do corpo, alertando nosso sistema de defesa para entrar em ação, a comida viva e crua, além de não acionar esse mecanismo, promove um ambiente alcalino, reduzindo e prevenindo doenças.

Consumo consciente

A alimentação saudável não começa somente na mastigação. É um processo que leva em conta a origem dos alimentos, escolhas para montar o prato, impacto no meio ambiente, na economia, entre muitos outros fatores. Optar por consumir comida viva e crua não só melhora a saúde e a qualidade de vida, como tende a promover mais consciência sobre diversos aspectos que se interligam à comida e, consequentemente, nos aproximam mais da natureza e de tudo que ela permeia. É um estilo de vida que nos lembra do significado e da importância de um ecossistema.

Imagine se formos construir um edifício para durar cem anos utilizando materiais de baixa qualidade. Provavelmente ele não irá durar por muito tempo. Da mesma forma funciona nosso corpo, que precisa do que há de melhor para que seu funcionamento seja pleno. E plenitude aqui é quando consideramos uma vida livre de doenças, com mais vitalidade, aparência jovem, saudável, peso adequado e harmonia entre corpo e mente. Tudo isso pode ser conquistado ao mudar hábitos e fazer escolhas mais conscientes e isso está ao alcance de todos.

Por Fátima Alves
Terapeuta naturista formada em Naturologia Clínica, idealizadora do congresso Semana da Alimentação Viva (http://institutodoalimentovivo.com.br/congresso) e do Instituto do Alimento Vivo (institutodoalimentovivo.com.br).

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