Meditação de Expansão

 

Vamos fazer uma meditação de expansão.

Na meditação de expansão, aprendemos a expandir a nossa mente visualizando todo o universo, expandimos a mente e diluímos o ego. Quando pensamos em nós mesmos todo o tempo, o nosso ego torna-se mais e mais cristalizado e os nossos problemas assumem um peso exagerado. À medida que o ego é diluído os nossos problemas tornam-se insignificantes.

Visualizemos a vastidão do céu, milhões de estrelas e planetas que se movem em diferentes velocidades. Dentre esses milhões de estrelas, o nosso sol é apenas uma estrela comum, quase um pontinho no universo. Em volta do nosso sol, giram os noves planetas e a nossa terra é apenas um planeta comum. A terra, em si, é um fragmento de pó no cosmos. Dois terços desta terra estão submersas debaixo de água, debaixo do oceano. E no um terço de terra, existem desertos montanhas, florestas (silêncio). Apenas uma pequena área é propícia a ser habitada, e existem inúmeras espécies de seres vivos, plantas e animais. E nós, os serem humanos, somos apenas uma espécie. Dentre bilhões de seres humanos, eu sou apenas um individuo (silêncio). Quando o nosso sol em si é insignificante, o que dizer de mim. A minha presença por alguns poucos anos e meu desaparecimento, não fará diferença no universo, mas eu esqueço este fato e penso que eu sou o ser mais importante no mundo. Tudo deve acontecer em meu beneficio. E todo o mal que me aconteça é a maior tragédia do universo. Este exagero acontece por causa da minha preocupação comigo mesmo. Quando aprendo a apreciar o vasto universo, o seu ritmo e harmonia, a sua beleza e ordem, o meu ego dilui-se. Paro de me queixar das minhas dificuldades na vida. Aprendo a ignorá-las e aprendo a apreciar a beleza cósmica. Isso é a meditação de expansão. Esquecer-se a si mesmo e a sua família e ser parte deste vasto universo.

Permaneçam apenas relaxados, apreciando a totalidade.

Meditação induzida por Swami Paramarthananda e traduzida e transcrita por Ana Sereno e Miguel Homem

Publicado originalmente nos Cadernos de Yoga. Edição 27 – Inverno de 2010.

Imagem: A jewel box of stars (www.nasa.gov)

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